Monday, December 05, 2005

A fala de alguém por aí

Por favor,
Queiram me convidar.
Não me ocorrem, senão,
frases feitas
por alguém outro.

Sou atraído por sinais contraditórios:

TENTANDO CAUSAR ALGUM DESVIO DE DIREÇÃO

Mas a rotação em torno do chão, prossegue:
-Qual é a razão disso? Digo... Um cachorro que persegue o rabo?
-Faz um círculo na poeira.
-É claro... Concordo contigo. Mas e aí?
-Sem dúvida, é poeira guardada na eiva.
-Nossa eiva.

Enquanto isso, em algum outro lugar...

Existe sim um navio!
Eu o vi na entrada de uma grandiosa cidade,
toda erguida em pedras brancas
carregadas nas ancas dos seus moradores.

Também ouvi o canto dos seus construtores, que
por ordem do rei dali, a ergueram no alto de um árido monte
com uma bela vista para o oásis
(aqui no sentido de qualquer coisa que muito se almeja).

A abundância incentiva comportamentos extravagantes.
E às vezes, por demais vagantes.
Mas como procuravam se estabelecer,
de nada adiantaria o vagar.
O objetivo sim, era ocupar.
Ou melhor, ocupar-se,
pois essa, foi a conclusão que mais tarde chegaram.

Quão bela era a cidade!
Mas agora, nada mais tinham a fazer.

Após ocuparem-se por anos,
afoitos se recolheram para o navio
e partiram em direção à outra virtual metrópole.

Dialogue two:
-Mas vocês querem mesmo colocar outro tijolo nesta construção horrenda? Vocês concordam com esta loucura?
-Não há outra opção, colocaremos outro tijolo de uma maneira ou de outra. Nada pode conter o caminhar do Portiscéfalo.

Texturas

Podem contar comigo.
Por favor, contem comigo.
Lembro bem tudo o que comi ontem.
Consigo identificar padrões entre todas estas figuras.

Muito me orgulho de minhas competências.
Acontece, que com certa frequência
me acho um completo idiota.
Cheio até o limite do transbordamento.

E quando toda essa substância começar a cair pelo topo de minha cabeça.
Não irão querer-me por perto.

Mas se veio esperando recompensa,
volte. Aqui somente lhe espera o tédio.
Mas se mesmo assim quiser esperar,
pegue as revistas dentro da cesta.

São todas esperanças tão lisas que lhe são apresentadas,
que ao passar a mão pelo papel,
não será capaz de perceber quão ásperas as coisas podem ser.

A areia,
certamente é áspera.

Porém, sem sombra de
dúvidas,
assim são as personalidades.
Não é possível alisá-las.

Eu gosto das sombras,
são sempre um conforto.
Depois do flash, tudo é branco.
Tudo é liso.