Não me faz mal nenhum.
Seria esta frase um desejo, ou
uma desculpa.
Aponto a arma,
como quem aponta um lápis, ou
afia uma faca.
Utilizada impunemente para limpar peixe.
A verdade, é que a verdade
ainda é um bom negócio,
e é claro, o cliente sempre tem razão.
No centro da terra,
todas as direções apontam para cima.
Mas devo avisar:
não espere
meu corpo chegar,
até a curva,
onde supostamente,
ele deveria estar,
caso arremessado
para dentro do buraco.
Ou caso arrancado
após puxar os próprios cabelos.
Avisarei apenas sete vezes:
eu não estarei lá
conforme previamente combinado.
Conforme previamente combinado.
conforme previamente combinado.
Conforme previamente combinado.
conforme previamente combinado.
Conforme previamente combinado.
Conforme previamente combinado.
- É uma beleza este listrado, pena não combinar com as cortinas.
- Mas e estas flores? Ficam em cima da mesa?
- Não embaixo.
- Mas... será que ele vai aparecer?
- Pouco provável.
No centro da terra,
todas as direções apontam para baixo.
E enfim, apareço vestindo um lindo listrado.
No centro da terra,
todas as direções apontam para a esquerda.
No centro da terra,
todas as direções apontam para a direita.
E só ir lá pra ver.
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2 comments:
É verdade... a verdade ainda é um bom negócio...
Muito bom poder ler, sentir e pensar... não precisa ser nessa ordem, pode ser tudo misturado... o que torna tudo bem mais interessante principalmente nesse poema.
wow
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